quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
bora?

Eu vi esse bronze hoje nos meus arquivos e decidi: praia já!!! Caramba, nem me lembrava mais que eu me dava esse direito de ser rata de praia, de curtir o vento sem dia nem hora pra voltar. De mergulhar no mar e ficar com gosto de sal o dia inteirinho. De fugir das obrigações sem lembrar que celular existe e não sentir nenhuma culpa por isso. Quero desligar o botão da caretice, tirar da minha pele o cheiro de escritório e colorir as maçãs com algo mais saudável. Que tal sol de verdade? O disfarce do blush é o retrato da falsa liberdade que a gente inventa e se engana que é feliz. Quero vida de verdade, música alta e sono até tarde. Quero gastar sem conferir o saldo, beijar até doer a língua. Quero dores de verdade. Verdades de verdade. Quero ser mais eu. Quero pular fora dessa caixa sufocante que me obriguei a entrar. Quero mais é ser feliz. E sem pressa de voltar.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
]ok[
Sim. É muito fácil ocupar a mente, o espaço e todo esse vazio que a insensibilidade desconhece. É possível apontar ali, despontar aqui, envaidecer na quina de outrora. Ou então simplesmente destravar a janela do olhar. Porque é no momento do caos que se conhece o real lugar da calmaria. É no embaraço de pensamentos que se desperta para o verdadeiro olhar de cumplicidade. É na ausência de paz, que se encontra a adrenalina. Tão sedutora quanto a serenidade se mostrou um dia. Que tal? Afinal, para os comprometidos com a tal da felicidade, sempre existe uma saída, por mais disfarçada que surja, para desmanchar a ruga da testa e engolir as orelhas com o sorriso petulantemente despretencioso. É aí que tudo acontece. É aí que se perde o que se tem e se acha o novo, como diria o cantor, de novo.
]só assim[
Quem sabe escrevendo uma bula. Ou dispondo de manual de instruções. Quem sabe dando a receita. Ou pondo legenda, facilite a tradução.
Quer que eu desenhe?
Quer que eu desenhe?
]aí[
É no suave encontro de minhas pálpebras que viajo no tempo e no espaço e sou mais sua que desse pedaço de chão que meu pés fincaram. É no fechar silencioso da janela de minha alma que revivo a presença latente do mais novo vício que guia meu destino. É no descansar de minha insistente ansiedade que visito as memórias dos poucos instantes que tornaram o caminho curto para a velocidade de meus pensamentos. É no apagar, no desmaiar, no desligar, no desatar, no desprender. É no off de minha vivência distante que eu sou mais eu. Porque eu não estou aqui. Ainda estou aí. Despertando teu sono. Assistindo tua vida. Percorrendo teu espaço. Povoando teu lar. Eu ainda estou aí, acordando teu desejo. Ainda estou aí, libertando meus medos. Ainda estou aí, querendo sempre você. [Par]a mim.
[cancelado]
Show do Marcelo Camelo? Cancelado. Salão Internacional do Humor? Cancelado. Fernanda Takai no Centro Artesanal? Cancelado.
Bom humor? Cancelado também. Blah!
Bom humor? Cancelado também. Blah!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
]cadeado[
E eu ainda vou aprender a calar. Ainda vou cerrar os lábios para os sentimentos que agora me parecem bobos e surreais. Ainda vou silenciar todas as vontades que cercam o que sou. Ainda vou distrair pensamentos, camuflar sensações. Ainda vou fingir não querer, ainda vou aprender a burlar os desejos. Ainda vou guardar numa caixinha de segredos todos os pertences de minhas emoções. Vou fechar, trancar, vedar, selar, lacrar. Precavida, reservada, recatada, resguardada, protegida, inacessível e prudentemente discreta. Talvez assim sejamos mais felizes. Talvez assim eu seja menos eu também.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
]chuva de verão[
Eu gosto da água. Gosto do cheiro da chuva. Gosto do vento que passeia ao redor. Gosto do som das árvores dançando a festa da natureza maluca de minha terra. Gosto do fim de tarde. Gosto do silêncio respeitoso de todos com o espetáculo que vislumbro. Gosto da sensação do novo. Gosto do inesperado da chuva de verão. Gosto da vontade de escrever você. Gosto de tudo o que isso me faz ter vontade de fazer. Gosto de toda a ânsia de vida que o cenário me desperta. Gosto da tua canção. E gostaria mais ainda se você tivesse aqui. Vem. Que esse pedaço de instante é tanto meu quanto seu. Esse parêntese da vida foi feito especialmente pra mim. Mas com você eu gosto mais.
sábado, 1 de novembro de 2008
]Eu preciso é de você[
Cansado, vejo a vida passar
Meu lugar ao sol, já cansei de esperar
O tempo, faz promessas e eu vou
Ando a toa eu sei pois me falta você
Por que, todo mundo precisa de alguém?
E eu preciso é de você.
Para comigo andar e para me entender
Eu preciso é de você
Pra continuar e tentar não me perder
Entenda, é preciso saber
Sem motivação, é difícil viver
A vida me ensinou a querer
Um motivo só e eu vou lhe dizer
Por que, todo mundo precisa de alguém?
E eu preciso é de você.
Para comigo andar e para me entender
Eu preciso é de você
Pra continuar e tentar não me perder
Por que, todo mundo precisa de alguém?
E eu preciso é de você.
Para comigo andar e para me entender
Eu preciso é de você
Pra continuar e tentar não me perder
Eu só aceito a condição de ter você
Para comigo andar e para me entender...
Validuaté
OBS: Ponto alto do vídeo capenga [o único que consegui dessa música linda]- a moça que pede pro amigo não levantar o braço. kkkkkkkkk. Por que será?
terça-feira, 28 de outubro de 2008
]bem aqui[
E de todas as loucuras do dia-a-dia você é a parte mais tranqüila de minha alma. Eu viajo no teu espaço, descanso em teu som. Apago anseios bobos, e me afogo em teu colo. Espero tua demora, despeço-me do teu mimo. E assim sou feliz. Porque com você é mais leve, é mais puro, é mais meu. Porque sua vida na minha me leva a crer que as dores são infantis, e as virtudes reais. Que o tempo e o espaço são variáveis ridicularmente inferiores ao que chamo de encontro. Esse meu, com o que é teu. Essa nova vida errante que casei com você. Porque na verdade na verdade você mora pertinho, bem pertinho do alcance de minha mão. Bem aqui no meio, mais pro esquerdo. Porque mesmo aí, o que vejo é que mora aqui. Dentro de mim.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
]abrazame[
http://www.youtube.com/watch?v=1l1jpGz9xE4
[Tentei incorporar, mas não está disponível. Música linda com Camila e Wanessa. Perfeito!]
[Tentei incorporar, mas não está disponível. Música linda com Camila e Wanessa. Perfeito!]
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
]pra mim[
Vídeo lindo. E piegas. Como a minha forma mais óbvia de viver. A felicidade, assim como a paixão, é um vício que devoro. Experimente. Medíocre? Talvez. Mas é que hoje eu acordei mais apaixonada por mim do que há muito. Tão apaixonada que estou permitindo um escrito em primeira pessoa. Me olho, me ouço, falo comigo e durmo com mais prazer na melhor das companhias, eu mesma. Viver só para meu bel prazer tem sido o melhor exercício, mesmo para a sedentária mais orgulhosa dessa condição. Esse esporte eu pratico e recomendo. Tá a fim?
]janta[
“Cause i can forget about myself,
trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
I can forget about myself trying
to be everybody else
I feel all right that we can go away
And please my Day
I'll let you stay with me
if you surrender.”
trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
I can forget about myself trying
to be everybody else
I feel all right that we can go away
And please my Day
I'll let you stay with me
if you surrender.”
domingo, 19 de outubro de 2008
Teste 01
Resultado: 40 pontos
Os outros te vêem como alguém sensível, cauteloso, prático e cuidadoso. Te vêem como inteligente, talentoso, mas modesto. Não uma pessoa que faz amigos muito rápido e fácil, mas alguém extremamente leal aos amigos que você faz e que espera a mesma lealdade deles. Aqueles que realmente te conhecem percebem que é difícil abalar sua confiança em amigos, mas também leva um bom tempo para recuperá-la se esta confiança se acaba.
Teste de Personalidade
Oferecimento: InterNey.Net
Os outros te vêem como alguém sensível, cauteloso, prático e cuidadoso. Te vêem como inteligente, talentoso, mas modesto. Não uma pessoa que faz amigos muito rápido e fácil, mas alguém extremamente leal aos amigos que você faz e que espera a mesma lealdade deles. Aqueles que realmente te conhecem percebem que é difícil abalar sua confiança em amigos, mas também leva um bom tempo para recuperá-la se esta confiança se acaba.
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Teste 02
Resultado: 46 pontos
Os outros te vêem como alguém alegre, animado, charmoso, divertido, prático e interessante, alguém que está constantemente no centro de atenções, mas suficientemente bem equilibrado para não deixar isso subir a cabeça. Eles também te vêem como amável, compreensível, alguém que sempre os anima e os ajuda.
Teste de Personalidade
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Os outros te vêem como alguém alegre, animado, charmoso, divertido, prático e interessante, alguém que está constantemente no centro de atenções, mas suficientemente bem equilibrado para não deixar isso subir a cabeça. Eles também te vêem como amável, compreensível, alguém que sempre os anima e os ajuda.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
]só nada[
O estômago dói. A garganta embarga. Os olhos se perdem. As mãos gelam, esquentam. O corpo responde, reage, reclama. E a saúde permanece sã. Há falta de ar nas manhãs lentas. E insônia nas noites solitárias. Torpor nos dias de domingo. Inquietude nas pernas descansadas a todo minuto. É aquela falta do não pode. O vazio do sentir. É vontade de dar cambalhotas o tempo inteiro e sacudir um pouco o que não anda, nem pára, nem corre, nem muito menos saltita no ritmo das vontades persistentes. O limiar do limiar da linha tênue do limite da fronteira do que pode nem ser. Já nem me lembro mais.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
]de irmã[
"Mais que uma mão estendida
mais que um belo sorriso
mais do que a alegria de dividir
mais do que sonhar os mesmos sonhos
ou doer as mesmas dores
muito mais do que o silêncio que fala
ou da voz que cala, para ouvir
é, a amizade, o alimento
que nos sacia a alma
e nos é ofertado por alguém
que crê em nós."
(autor desconhecido)
mais que um belo sorriso
mais do que a alegria de dividir
mais do que sonhar os mesmos sonhos
ou doer as mesmas dores
muito mais do que o silêncio que fala
ou da voz que cala, para ouvir
é, a amizade, o alimento
que nos sacia a alma
e nos é ofertado por alguém
que crê em nós."
(autor desconhecido)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
]de antes. pra hoje[
Porque te sentir tão frágil e distante me dói tanto quanto ou até mais do que se a dor fosse só minha. E hoje eu queria te esconder das coisas feias do mundo e só te ver dando os passos de dança que eu simplesmente não sei imitar. É que cada dia me sinto mais fraca por não poder te colocar no meu colo de verdade e dizer que meu amor é maior que qualquer laço de sangue que possa aparecer. E que às vezes tenho vontade de largar tudo só para cuidar do teu medo frágil que a maioria desconhece. Porque sei como poucos o quanto você é grande por esconder suas sutilezas e tristezas e só mostrar pra quem pode e deve. Porque me sinto importante e coerente quando você me faz perceber que também precisa um pouquinho de mim como sempre precisei de você. E não esqueça nunca, nunca, mas nunquinha mesmo que eu estarei sempre aí, mesmo quando estou aqui. E dorme um pouco como se nada disso aí estivesse acontecendo que tem gente aqui velando o seu sono e orando sempre e cada vez mais por um sorriso seu.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
]par[
De jarro. De meias. De dança. De passos. De notas. De voz e violão. Bossa nova e boemia. Paixão e poesia. Uma mão noutra mão. É de pontas de laços. De bandas de lábios. De olhos chorosos. De casa e botão. É um casadinho. Doce e queijinho. A pedra e o caminho. A palavra e a canção.
]no ar[
Agora tudo é muito, hoje e nesse instante. Os dias e as horas passam em tempos diferentes de acordo com a estação do corpo. A pele fica ruborizada a cada viajar da mente em lembranças e tudo parece flutuar a cada toque do corpo adolescente. Adolesceram-se todos os sentidos. E a sensação que sempre buscara, a tal almejada adrenalina, acampou no íntere de sua alma. E maltrata. E corroe. E impulsiona. E lateja aos passos da história que se escreve de forma desordenada. De trás pra frente. Do fim pro começo. De cabeça pra baixo. De revestrés. De ponta-cabeça. Um quebra-cabeças [cabeça?]. Assim desse jeito que eu não sei como, nem onde, nem quando, nem porquê. Assim desse jeito louco e completamente irresponsável que obriga a viver.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
]logo[
"Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar"
tom jobim
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar"
tom jobim
]perfeito[
"Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir vontade"
marcelo camelo
[porque quando eu crescer vou ser igualzinha a ele]
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir vontade"
marcelo camelo
[porque quando eu crescer vou ser igualzinha a ele]
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
]ainda[
E eu ainda vou te dar muito mais do que telefonemas embriagados de eu te amo. Ainda vou poder arrancar do peito um brado instigante de felicidade. Ainda vou preencher sua vida de presença constante e despertar seu sono com beijinhos de eu te quero. Porque o tempo não é o hoje. Mas sei que há de ser. Um dia.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
]perdão[
Perdão. Perdão pelos devaneios. Perdão pela madrugada. Perdão pelo tom, pela falta de som, pelas palavras, pela hora, pelo momento, pelo tormento. Perdão pelo não. Perdão por tudo o que não precisava ser dito. Mas é que eu tenho uma mania meio assim descontrolada de deixar escapulir pela boca, pelos dedos, pelos olhos, por todo som e cheiro os pensamentos loucos de cada baticum do relógio. E não consigo segurar as vontades intrínsecas. Não controlo o ritmo do sangue quente. E não sei visitar a calmaria sem que o meu coração desabe em você todo o pesar de meus desejos mimados e inconseqüentes. E quando desabo, eu desato e vomito. E aí faz falta. Ausência do ombro que aqui não está. Vazio do olhar apaixonadamente adolescente que povoa meus dias platonicamente. Necessidade da melodia que despertou meu sono. Carência de você. Assim, simplesmente. E insistentemente.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
]me leve[
"quem mandou me seduzir
se você for
me leve daqui
pra onde vá
eu agora sou seu par
quando sair
me leve com você"
djavan
se você for
me leve daqui
pra onde vá
eu agora sou seu par
quando sair
me leve com você"
djavan
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
]fome[
Queria um refúgio do tamanho de uma caixa. Queria poder correr sem ver o fim. Gritar e ouvir o eco repetir o surto. Queria sentir o cheiro de mar e banhar-me de sol um dia inteiro. Queria lamber sal pra sentir a boca salivar. Queria abraçar algo que não sei o que é. Viajar por meses sem reconhecer nenhum rosto. Queria morar na gaveta empoeirada. Queria uma grande bacia de pipoca pra eu deitar dentro. Queria dançar completamente fora do ritmo. Queria fazer algo sem ninguém estar olhando. Queria sujar o rosto de tinta. Queria morder o dedão do pé. Queria me vestir de bailarina. Queria rodar até ficar tonta. Queria esquecer todas as pessoas. Queria andar de cavalo num campo maior. Queria sentir frio embaixo de uma coberta. Queria pintar o cabelo de verde. Queria uma bóia bem grande pra viver à deriva. Queria beijar até doer o queixo. Queria ser seqüestrada para o paraíso. Queria encontrar um tesouro. Queria algo que não tenho. Queria exatamente aquilo que aquilo é.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
]vinteesetelinhas[
Ah, sabe o que é?
É que agora me dá vontade o tempo todo de parar o chato do tempo vinte e sete vezes por segundo. Porque o relógio agora funciona em ordem decrescente e o boom que parecia distante ameaça começar amanhã de manhã.
Hoje existem vinte e sete motivos para sair correndo da vida real e fingir uma vida de faz de conta que já nem faz mais sentido. Porque é muito mais divertido mergulhar na bagunça do meu quarto adolescente e brincar com as desilusões do que fora. Ler cartas de antigos amores, rir dos bilhetes de sala de aula, arrumar a coleção de papéis de carta, pintar o cabelo das bonecas de cor de rosa.
Nesse minuto existem vinte e sete segundos para cada nova constatação de que o tempo não pára e nada faz as coisas pararem no tempo. Porque eu nem posso mais conversar na calçada, escrever na minha agenda, nem passar horas a fio testando tratamentos de beleza vistos na última Capricho.
É que essa sensação de que tudo agora é para sempre aparece vinte e sete vezes por tragada pensante. E a verdade é que eu mal consigo planejar a cor do cabelo do próximo mês.
Ah, sabe mesmo de verdade o que é?
É que o dia parece vinte e sete vezes menor a cada dia que passa. E é nesse ritmo de tic-tac que o coração bate vinte e sete mil vezes a todo momento que penso que o amanhã chegou e eu nem sei como ele é ainda. Só sei que quero que ele seja vinte e sete vezes melhor do que esse texto de vinte e sete linhas.
Pode ser?
É que agora me dá vontade o tempo todo de parar o chato do tempo vinte e sete vezes por segundo. Porque o relógio agora funciona em ordem decrescente e o boom que parecia distante ameaça começar amanhã de manhã.
Hoje existem vinte e sete motivos para sair correndo da vida real e fingir uma vida de faz de conta que já nem faz mais sentido. Porque é muito mais divertido mergulhar na bagunça do meu quarto adolescente e brincar com as desilusões do que fora. Ler cartas de antigos amores, rir dos bilhetes de sala de aula, arrumar a coleção de papéis de carta, pintar o cabelo das bonecas de cor de rosa.
Nesse minuto existem vinte e sete segundos para cada nova constatação de que o tempo não pára e nada faz as coisas pararem no tempo. Porque eu nem posso mais conversar na calçada, escrever na minha agenda, nem passar horas a fio testando tratamentos de beleza vistos na última Capricho.
É que essa sensação de que tudo agora é para sempre aparece vinte e sete vezes por tragada pensante. E a verdade é que eu mal consigo planejar a cor do cabelo do próximo mês.
Ah, sabe mesmo de verdade o que é?
É que o dia parece vinte e sete vezes menor a cada dia que passa. E é nesse ritmo de tic-tac que o coração bate vinte e sete mil vezes a todo momento que penso que o amanhã chegou e eu nem sei como ele é ainda. Só sei que quero que ele seja vinte e sete vezes melhor do que esse texto de vinte e sete linhas.
Pode ser?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Juno
.jpg)
Se todos conseguissem ver a vida como Juno, tudo seria mais simples e verdadeiro. O olhar puro sobre a vida descomplica as situações mais dramáticas. É o modo irresponsável mais doce e leve e ainda por cima consciente e responsável de encarar os problemas. Gostaria de aprender um pouco com ela. Você não?
Recomendo. Até mesmo porque tem a trilha sonora P E R F E I T A! Canções que podiam trilhar a minha vida, a sua e a de todo mundo que adora sorrir, viajar e brincar. É suave aos ouvidos. Desperta vontade de viver mais light. Dá vontade de ler e de dormir abraçadinho. Ou então de simplesmente pegar a estrada, ir para a praia, e fazer um luau à beira do mar ao som do violão amado. Ahhh...inspira criatividade. Dá uma conferida e depois me diz.
]Tu sabe?[
Ah, eu não sei. Mas é um tanto assim diferente. De tudo que um dia fora, de algo que já nem sei mais. Talvez parecido com jujuba. Quem sabe primo da timidez. Aquém de não sei o quê. Parente de um lugar que já nem conhecia mais. Primo do rubor, conhece? Ah, eu não sei. Pode ser um pouco de transeunte. Mais parecido com aquilo que já beliscou. Próximo do ranger dos dentes. Amigo do travesseiro. Colega doooo... frio na barriga. Ah, eu não sei. Mora na esquina da rua sem fim. Lá onde perderam as botas, sabe? Na avenida do sorvete. No país das maravilhas. Em um tempo sem espaço. Num espaço sem tempo. Ah, eu não sei. Talvez, quem sabe, um dia, portanto, porém, contudo, todavia. Na toca do absurdo. Com gosto de chuva. E cheiro de inspiração. Ah, sei lá. Uma coisa assim não sei como. De um jeito que nem sei porquê. Ah, deixa pra lá.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
]Romance[
Dias de chuva são românticos sim. Mas mais romântico ainda é uma varanda de penumbras permeada de ilusões. Som de água caindo é romântico sim. Mas mais romântico ainda é a feição perfeita emoldurada por uma rede de sonhos. Gotinhas pingando do telhado são românticas sim. Mas mais romântico ainda é acreditar que os momentos são eternos e verdadeiros. Que a eternidade pode ser um segundo e um segundo, uma leve eternidade. A natureza é romântica sim. Mas mais romântico ainda é dividir a visão mais perfeita de tudo o que pode parecer imperfeito aos olhos dos cegos inconscientes. É viver o nada como se fosse tudo e tudo como se fosse o nada mais perfeito. É vislumbrar toda uma vida com um simples olhar de cumplicidade.
Eu sou romântica sim. Mas mais romântico ainda é ter você [com os olhos fixados em mim].
Eu sou romântica sim. Mas mais romântico ainda é ter você [com os olhos fixados em mim].
terça-feira, 1 de abril de 2008
]Quimera[
Saudade da irresponsabilidade. Saudade da quietude gritada. Saudade dos brados de emoção. Saudade das certezas tortas. Saudade do tempo que não tinha fim. Saudade de tudo o que não sabia se era mas acreditava ser. Saudade de ser mais do que se pode. Saudade de viajar na gula de vida. Saudade de tudo o que não podia e era feito. Saudade do que não se quer mais. Vontade de um ontem que não volta. Sede de um futuro que não se crê que será. Quisera.
]Mentira[
Mentira. Olha e vê. Vê e não olha. Enxerga, mas não sente. Sente e ignora. Chega e acerta. Corre e cala. Foge e escuta. Passa e finge. Volta e cola. Faz e acontece. Vem, e demora. Cresce e some. Chora e vigora. Toca, mas não rola. Cansa e vai embora. Crente, adora. Arruma, e embola. Vira e tarda. Mente e não crê. Diz, mas não fala. Fala, mas não ouve. Pega e solta. Morde e corre. Cruza e disfarça. Olha e não vê. Vê e não olha. Mentira.
]Sou Ilha[
Houve um tempo em que fui barco, com coragem e vontade de conhecer. Houve um tempo que fui mala, onde carregava todo o peso do mundo ao mesmo tempo. Houve um tempo em que fui bagagem: era levada pelo viajante do momento. Houve um tempo que fui passagem, onde não era nada mas transportava tudo a todo lugar. Houve um tempo em que fui mar, forte e fascinante. Houve tempo em que fui rio, que desfilava serenidade, mas carregava todas as pedras e os espinhos. Houve um tempo que fui até montanha, distante e soberana. Houve um tempo em que acreditava ser pau e pedra. Houve um tempo em que quis ser vento: silêncio e serenidade. Mas no fundo, no fundo mesmo, eu era um oceano, que parecia ser grande e não ter nada, mas escondia toda uma vida por dentro. O cenário do momento é que sou ilha. Um pedaço de terra cercado de água por todos os lados.
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