quarta-feira, 17 de setembro de 2008

]perdão[

Perdão. Perdão pelos devaneios. Perdão pela madrugada. Perdão pelo tom, pela falta de som, pelas palavras, pela hora, pelo momento, pelo tormento. Perdão pelo não. Perdão por tudo o que não precisava ser dito. Mas é que eu tenho uma mania meio assim descontrolada de deixar escapulir pela boca, pelos dedos, pelos olhos, por todo som e cheiro os pensamentos loucos de cada baticum do relógio. E não consigo segurar as vontades intrínsecas. Não controlo o ritmo do sangue quente. E não sei visitar a calmaria sem que o meu coração desabe em você todo o pesar de meus desejos mimados e inconseqüentes. E quando desabo, eu desato e vomito. E aí faz falta. Ausência do ombro que aqui não está. Vazio do olhar apaixonadamente adolescente que povoa meus dias platonicamente. Necessidade da melodia que despertou meu sono. Carência de você. Assim, simplesmente. E insistentemente.

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