segunda-feira, 29 de setembro de 2008

]par[

De jarro. De meias. De dança. De passos. De notas. De voz e violão. Bossa nova e boemia. Paixão e poesia. Uma mão noutra mão. É de pontas de laços. De bandas de lábios. De olhos chorosos. De casa e botão. É um casadinho. Doce e queijinho. A pedra e o caminho. A palavra e a canção.

]no ar[

Agora tudo é muito, hoje e nesse instante. Os dias e as horas passam em tempos diferentes de acordo com a estação do corpo. A pele fica ruborizada a cada viajar da mente em lembranças e tudo parece flutuar a cada toque do corpo adolescente. Adolesceram-se todos os sentidos. E a sensação que sempre buscara, a tal almejada adrenalina, acampou no íntere de sua alma. E maltrata. E corroe. E impulsiona. E lateja aos passos da história que se escreve de forma desordenada. De trás pra frente. Do fim pro começo. De cabeça pra baixo. De revestrés. De ponta-cabeça. Um quebra-cabeças [cabeça?]. Assim desse jeito que eu não sei como, nem onde, nem quando, nem porquê. Assim desse jeito louco e completamente irresponsável que obriga a viver.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

]logo[

"Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar"

tom jobim

]perfeito[

"Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir vontade"

marcelo camelo
[porque quando eu crescer vou ser igualzinha a ele]

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

]hã[

É a dança do estica e puxa? É a brincadeira do cabra-cega?

]ainda[

E eu ainda vou te dar muito mais do que telefonemas embriagados de eu te amo. Ainda vou poder arrancar do peito um brado instigante de felicidade. Ainda vou preencher sua vida de presença constante e despertar seu sono com beijinhos de eu te quero. Porque o tempo não é o hoje. Mas sei que há de ser. Um dia.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

]perdão[

Perdão. Perdão pelos devaneios. Perdão pela madrugada. Perdão pelo tom, pela falta de som, pelas palavras, pela hora, pelo momento, pelo tormento. Perdão pelo não. Perdão por tudo o que não precisava ser dito. Mas é que eu tenho uma mania meio assim descontrolada de deixar escapulir pela boca, pelos dedos, pelos olhos, por todo som e cheiro os pensamentos loucos de cada baticum do relógio. E não consigo segurar as vontades intrínsecas. Não controlo o ritmo do sangue quente. E não sei visitar a calmaria sem que o meu coração desabe em você todo o pesar de meus desejos mimados e inconseqüentes. E quando desabo, eu desato e vomito. E aí faz falta. Ausência do ombro que aqui não está. Vazio do olhar apaixonadamente adolescente que povoa meus dias platonicamente. Necessidade da melodia que despertou meu sono. Carência de você. Assim, simplesmente. E insistentemente.