terça-feira, 9 de novembro de 2010

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fome

Só sinto fome. Fome de um monte de coisa que eu nem sei o que é. E outras que até sei, mas não sei como. Acordei com fome de viver, fome de amar, fome de correr. Acordei com fome de um monte de coisa que nem sei por quê. E outras que até sei, mas não sei se como. Só fome e sede e desejo e querer. Só queria apreciar devorando cada pedaço de minhas vontades. Hoje sinto fome. Sinto fome de um monte de coisa que nem sei cadê. E outras que até sei, mas não sei se devo. Fome de aventurar, de desbravar, fome de acreditar. Libido de engolir todos os mais descabidos lampejos que anseio. Agora eu sinto fome de um monte de coisa que eu nem sei pra quê. E outras que até sei, mas não sei se calo...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Será um dia?

Será um dia? Uma rotina apaixonada, um resquício de normalidade. Ter ao alcance das mãos, ou dos passos, ou da vontade simplesmente. Tomar sorvete no meio da tarde. Descarregar minhas chatices. Dividir as tolices, as caretices. Praticar certezas. Será um dia não somente instantes? Queria acreditar, esperar, almejar, desfrutar, desmaiar nos braços e abraços de todo um fim de semana. Queria poder fugir com minha rebeldia. Queria tocar o mundo, desbravar medos, atropelar poesias. Queria cantar chorando, gritar cantando. Queria correr na praia, morder orelha, arrancar pedaço. Queria acampar no mato, beber água de chuva, comer capim. Queria mergulhar nos olhos, me enrolar em cachos, respirar presença. Queria isso, e aquilo e mais um pouco daquilo outro. Queria um pouco de tudo isso, ou nada disso. Mas eu queria todo dia. Será um dia?

domingo, 22 de fevereiro de 2009

]te espero?[

E eu marco um encontro exatamente no ponto onde você me achou e me perdeu.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

bora?


Eu vi esse bronze hoje nos meus arquivos e decidi: praia já!!! Caramba, nem me lembrava mais que eu me dava esse direito de ser rata de praia, de curtir o vento sem dia nem hora pra voltar. De mergulhar no mar e ficar com gosto de sal o dia inteirinho. De fugir das obrigações sem lembrar que celular existe e não sentir nenhuma culpa por isso. Quero desligar o botão da caretice, tirar da minha pele o cheiro de escritório e colorir as maçãs com algo mais saudável. Que tal sol de verdade? O disfarce do blush é o retrato da falsa liberdade que a gente inventa e se engana que é feliz. Quero vida de verdade, música alta e sono até tarde. Quero gastar sem conferir o saldo, beijar até doer a língua. Quero dores de verdade. Verdades de verdade. Quero ser mais eu. Quero pular fora dessa caixa sufocante que me obriguei a entrar. Quero mais é ser feliz. E sem pressa de voltar.